Academia promoveu, em Brasília, um evento com membros e convidados em alusão à data
Brasília (DF), 18 de setembro de 2025 – A Academia de Letras de Brasília (Acleb) realizou, ontem, mais uma edição do tradicional “Almoço com Letras”, evento que celebrou os 190 anos da Revolução Farroupilha.
O presidente da Acleb, Raul Canal, palestrou sobre o tema e destacou que a Revolução Farroupilha foi um dos eventos mais importantes do período para a história do Brasil. “Ali, foi o início da centelha para a abolição da escravatura e para a Proclamação da República, que ocorreria cerca de 40 anos depois”, ressaltou.
Na ocasião, Canal ainda lembrou que esse foi o maior período de mudanças em que o Exército Brasileiro já esteve envolvido desde a época imperial e reforçou a necessidade de valorizar, ainda mais, a história do Rio Grande do Sul. “Os farroupilhas foram para o interior do estado e isso fez com que houvesse cinco capitais diferentes: Piratini, Caçapava, Alegrete, São Gabriel e Bagé. Isso é Revolução Farroupilha”, concluiu.
A Revolução
Conhecida também como Guerra dos Farrapos, a Revolução Farroupilha aconteceu na então província do Rio Grande do Sul e durou 15 anos (1835-1845), sendo caracterizada como a mais longeva do período regencial. O motivo foi a insatisfação de grupos com questões econômicas e divergências políticas.
As tensões ocorriam entre as elites da província e o governo do Rio de Janeiro em torno da atuação política do presidente da província, Antonio Rodrigues Fernandes Braga. Inicialmente, as reivindicações pediam a deposição do mandatário e a possibilidade de escolher os próximos presidentes a serem nomeados pelo Rio de Janeiro, mas com o avanço do Império sobre as tropas rio-grandenses, as lideranças passaram a defender a causa separatista.
Nesse sentido, os farroupilhos conseguiram a proclamação da República Rio-Grandense em setembro de 1836. Entretanto, após alguns anos de combates contínuos e de negociações com setores da elite, o Império reintegrou a província ao território brasileiro, com a assinatura da Paz de Ponche Verde.
O acordo trouxe alguns dos benefícios exigidos pelos grupos e combatentes, como a reincorporação de militares às forças imperiais em suas patentes, o pagamento das dívidas da província pelo Império e a garantia de indicação dos presidentes da província.










